<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695</id><updated>2011-08-04T00:21:32.271-07:00</updated><title type='text'>Coisas que me estimulam. Ou não.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-6075158472648744048</id><published>2009-11-16T09:04:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T12:58:58.260-08:00</updated><title type='text'>You Learn About It (Ou O Polvo)</title><content type='html'>São 7 e 55.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 8. O sol sumiu e a escuridão - como que uma massa uniforme e densa - chega sem avisar pela rua. Não há estrelas, nem nuvens. Eu vejo o cinza do asfato, o pálido das casas, o verde das árvores e a massa. Eu não pego a minha jaqueta velha e costumeira - ela me confere algum charme adicional, mas hoje o calor vai me deixar menos interessante.&lt;br /&gt;Ontem, eu e minha garota estivemos no parque da cidade, esse parques itnerantes. O sol escaldava às 6:30 e tudo tinha cheiro de pipoca e areia seca. Demos três voltas e paramos pra comer. Trocamos mãos atrás da última barraca, foi engraçado porque tinham uns garotos olhando e eu fiz questão de me projetar pra frente e mostrar bem o que eles ainda não tem direito. E que a minha garota sabe o que faz. Depois fomos no polvo. É, o polvo.&lt;br /&gt;O polvo não para. Não para pra eu descer e nem para pra ela subir. Quis ir sozinho, quase brigamos. Disse que podia vomitar. Fui testar uma vez, pra ver se não terminaria em incidente. Lá de cima, eu continuava pensando que o polvo não para pra eu descer e nem para pra ela subir. Eu via a sua cara amassada de tédio em um oitavo do tempo. Tinham outros sete oitavos em que eu via outras coisas.&lt;br /&gt;O polvo não para pra eu te olhar, nem para pra eu olhar o resto.&lt;br /&gt;São 8 e 15, estou na esquina. A encruzilhada das avenidas iluminadas é curiosamente mais escura do que todo o resto. Cinza, verde e massa. O pálido das casas e dos meus braços pelados. Uma ponta incandescente em mim e uma ponta incandescente em casa. Os carros não param pra eu olhar, os carros não param pra me olhar.&lt;br /&gt;Era a vez dela, ao polvo. De vingança, foi sozinha. Sabiamos que ela preferia a carruagem rosada, lenta, flutuante. Mas ela queria provar do polvo. Não era a dela, ela vomitou. Um dia seria.&lt;br /&gt;O polvo não para pra você acostumar. O polvo não para antes de você vomitar.&lt;br /&gt;São 8 e 20 e tudo continua como antes: massa cinza verde escura. Eu queria a minha jaqueta, pareço uma barata sem casca, em que você vê os segmentos disformes do corpo gosmento a mostra. Se você pisar, não há aquele estalo, e sim aquele barulho típico de esmigalho úmido, que todo mundo conhece. É uma, é duas garotas vindo a frente, e agora tudo parece bem menos massa escura cinza verde barata. Uma é baixa, loira, saia curta. Outra é baixa, loira, saia curta e uns peitos maiores. Não paro de olhar, são 8 e 22, estou as seguindo. Elas não me chamam, me olham e não me chamam.&lt;br /&gt;Depois do polvo, tudo parecia massa verde clara cinzenta, no vestido pastel dela. Fomos pra casa. Dormiu no meu peito. Sabia que era mentira, mas algum hálito verde ainda me vinha a tona constantemente. O polvo não para pra você dormir. O polvo não para para eu dormir.&lt;br /&gt;São 8 e 29, desisti das garotas, andam a passos rápidos, descompassados e tortos. Sou barata sem casca: segmentos e massa densa uniforme e cinzenta. Eu ando as voltas pelas ruas, passo pelo hospital e pela igreja. Isso queima. O polvo roda. Eu preciso foder alguém hoje. São 8 e 47.&lt;br /&gt;Acordamos eu e a garota sob a luz infernal do meio dia. Eu a amo, ela ouve. Ela me ama. Está tudo bem, porque o polvo não para pra que eu olhe pra cara dela. O polvo não para pra ela olhar na minha cara. A verdade do um oitavo é linda, como o carrossel, doce rosa e flutuante.&lt;br /&gt;Era 1 e 26 e agora é 9 e 23, as duas caras de um mesmo dia. Em casa, nos dois momentos. No primeiro, estávamos eu e minha garota na cozinha, jogando conversa fora e preparando um café. Eu estava atrás dela. Caiu café na sua blusa. Eu a lambi. No segundo, estou na roleta russa da vida, atirando pra todos os lados, nunca acertando a bala na minha cabeça e nem a dos outros. É pouco mais do que oito horas de diferença entre o carrossel rosa flutuante verde e a minha situação atual de desespero. São horas de um mesmo dia, mas não de uma mesma vida. 3 e 37 e 9 e 59 já são horas de uma mesma vida. Balas nas cabeças. Quero atirar pra todos os lados, quero caçar todos os animais, quero meu sangue e o dos outros.&lt;br /&gt;6 e 12 e meia noite e 37 são as horas da minha vida. Eu e minha garota voltamos ao parque, para o carrossel. Observei o polvo de longe. O polvo não para pra eu subir, e não para pra loira da terceira cabine descer. Estou no carrossel, às 6 a à meia noite. Doce e rosa. Flutuantes, estamos passeando por entre os cavalos e as éguas, nas carruagens douradas. Estamos passando pelo inferno dentro das próprias calças: Às 6 com a minha garota e à meia noite com a garota dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 7 e 56. Eu vou ficar em casa, tiro as calças e a meia.&lt;br /&gt;Estive passando pelo inferno, como motorista, levando uma bagagem enorme comigo. Deixei passageiros na esquina da casa do diabo. Minha garota não sabia do que eu era capaz, a beijei e chutei seu estômago, na esquina da casa pálida cinzenta, em meio a massa. Um pouco do inferno ficou dentro de mim, queima minhas calças e queima meu estômago.&lt;br /&gt;8, 9, 10 horas, tanto faz. Às 11 a epifania, às 11 e 15 a decepção. Às 11 e 45 o orgasmo, à meia noite a decepção. 1, 2, 3 horas, tanto faz. Às 4 o choro, às 4 e 5 o espirro. Às 4 e 10 o catarro.&lt;br /&gt;5, 6 horas, tanto faz. Eu vou sair, pego a jaqueta, está uma neblina fria de ar condicionado lá fora. Às 6 e 15, as mentiras, enquanto ando por entre o chão claro, com pequenas pedrinhas brancas que brilham sob um sol tímido, mas vívido.&lt;br /&gt;Aqui é onde começa a música. Aqui é onde eu começo a tomar forma em meio a massa cega. Como o molde que sai do meio da massa plástica, eu tomo forma, e deixo de ser massa. Retomo a consciência. Eu existo. Isso é às 6 e 18.&lt;br /&gt;Parece mentira, mas tem uma pedra aqui perto de casa, daquelas que dá pra um pequeno abismo. Ela aponta pro leste. Sento na pedra, sinto o calor que o sol infere sobre ela. Minhas calças, pernas e costas ficam quentes.&lt;br /&gt;O som queima a minha cara, eu tenho que tirar a jaqueta. Barata branca, verme com pernas sob o sol.&lt;br /&gt;Se deu conta de tudo que aconteceu, rapaz? Você não se deu conta, eu não me dei conta e você também não. Não estamos nos entendendo mais uma vez.&lt;br /&gt;A luz quente ainda afaga minha pele grossa e escura. Eu não penso mais nada e não sei mais que horas são. Passamos pelo inferno mas podemos tentar mais uma vez.&lt;br /&gt;Ficarei aqui na pedra até não aguentar mais.&lt;br /&gt;Até não aguentar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;60%, a média para passar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"you harvest (until you can take no more)"&lt;br /&gt;You Learn About It - The Gathering&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-6075158472648744048?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/6075158472648744048/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=6075158472648744048' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/6075158472648744048'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/6075158472648744048'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2009/11/you-learn-about-it-ou-o-polvo.html' title='You Learn About It (Ou O Polvo)'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-6565868847126608247</id><published>2008-12-10T22:50:00.000-08:00</published><updated>2008-12-12T23:53:29.297-08:00</updated><title type='text'>These Good People</title><content type='html'>Ele ligou a torneira e acompanhou o fluxo de água, através de uma bolha de ar, pela extensão de toda a mangueira. Ela percorreu um caminho livre até a ponta, por onde todo o líquido jorrava na grama verde. A água atingia uma pequena extensão do gramado, e enchia apenas um pedaço da planta, enquanto o resto sofria sob o sol quente. Eu diria que a força de todo aquele jato apenas num ponto soava bastante agressivo com as folhas delicadas da gramínea. Então, ele pressionou seu dedo sobre o orifício da mangueira, e fez com que a água espalhasse sobre uma parte maior do gramado - Mas ainda assim havia muitas partes descobertas. Era nessa parte em que ele tinha que se mover sobre a coisa toda e fazer com que tudo fosse aguado. Suas pernas estavam um pouco cansadas, e então ele simplesmente resolveu que todas aquelas folhas poderiam esperar. Na verdade, elas talvez não pudessem, mas teriam.&lt;br /&gt;Entrou em sua casa, ela era muito branca, com tons acinzentados - Era o que ele sempre quisera. Descansou um pouco as pernas, mas eu não sei se elas estavam exatamente fatigadas.&lt;br /&gt;Bem próximo da hora de sair de casa, ele ajeitou sua roupa, um terno preto. Olhou-se no espelho algumas vezes pra conferir, e deu uma última olhada. Eu via um homem branco, com um rosto bem cheio. Seu pescoço se alongava bastante a partir do tronco, e seu tímido maxilar tinha um aspecto constantemente cerrado, com ossos saltados nas extremidades. Esse desenho servia como base para uma expressão meio pétrea, de movimentos sensíveis e um olhar meio caído: Penso pra baixo e um pouco amarelado também. Uma pelagem dura e escura recobria todo o rosto, escondendo um pouco a pele levemente machucada. Todo esse conteúdo vinha moldado em feições grosseiras e nada sutis. O cabelo volumoso completava o foco principal de uma imagem cinza-azulada, como era a cor da parede logo atrás. Eu via mais e menos que tudo isso, na verdade.&lt;br /&gt;Ele via um rosto que tinha tarefas a fazer.&lt;br /&gt;Sua direção nas ruas era imoral e imortal: O veículo preto passeava como flamingo entre a corja de pequenas bolinhas brancas com rodas. Elegantemente, o vulto brilhante com o sol do dia desafiava todas as outras aves daquela selva, e emanava do potente metal negro envolto em motor uma sensação que eu descreveria de forma quase empírica: Tinha cheiro e sabor. Como uma fruta muito suculenta ou uma flor de beleza lascívia, eram cores e impressões lânguidas que vibravam de um prazer quase indecente e explosivo, mas muito frágil. Era como se alguém fosse tocar e aquilo tudo se transformaria em clímax pleno. E, logo após, abutre morto no asfalto.&lt;br /&gt;Ele olhou nos espelhos e pra frente e verificou se podia prosseguir. Em um momento mexendo em uma pequena bagunça próxima do câmbio, passou o cruzamento e perdeu o retorno 37. Por isso, ele prosseguiu na avenida e fez um contorno que o faria perder uns 10 ou 15 minutos, num novo caminho. Sentiu-se inchado de uma dor anestésica qualquer e prosseguiu em mais caminhos errados... Errados. "Maldita máquina estúpida", eu pude ouvir.&lt;br /&gt;Ele se perdeu, e você riria ao acompanhar a expressão estupefata do rosto inchado e vermelho. Seguindo uma rua de casas suntuosas, pegou mais um retorno errado que o levou a uma subida muito grande, e que terminou numa rua sem saída. Desceu do carro pra ligar pra alguém, pedir ajuda. Entrou no carro sem ligar, bateu a cabeça umas duas vezes no volante, reclinou o banco e parou por 3 minutos. Já eram uns 40 minutos de atraso. Apenas 3 minutos. Nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em determinado momento, começou uma música no rádio. Uma música que sempre o fez sentir mais do que ele poderia explicar. Uma música que não era só um som, era uma cena abstrata que nunca existira; nem na ficção.&lt;br /&gt;E ele observou no espelho do retrovisor seu rosto clarear, tornar-se pálido e distorcido. Os pedaços de músculos desciam e subiam formando outras expressões, a cada segundo diferentes das formadas anteriormente. Como uma escultura mutante, sua mente e corpo reagiam àquela música como se pudesse transformar todo o metal negro em abutre. Como se todos os segundos tivessem perdido seu sentido por causa de apenas um outro. Eu observava de forma mais contextualizada, e o homem só chorava. Chorava por aquilo que era. E eu chorava junto com ele.&lt;br /&gt;Ele desceu do carro e eu pude observá-lo reclinar-se sobre o, agora, abutre, e acender um cigarro ainda com as mãos tremulantes. Uma garota pálida, de cabelos volumosos e roupas acinzentadas, de aspecto vulgarmente pueril, lhe pediu que acendesse o seu cigarro, um pouco mais comprido e com filtro branco. Percebendo o estado do homem, ela reclinou o pescoço pra trás como quem analisa a situação e disse "Por quê? Você tem um carrão".&lt;br /&gt;A música ainda tocava alto no carro, sons misturados provocando a dança. Ele, num ímpeto absurdo e sem sentido:&lt;br /&gt;- Te dou o que eu tiver na carteira agora, e te garanto que é bastante, se você dançar essa música comigo antes que ela acabe.&lt;br /&gt;A Garota lhe estendeu um braço, e ainda, toda de graça, lhe fez uma referência com o vestido todo solto, como se fosse uma dama de tempos mais remotos. Ele lhe tomou as duas mãos e começou a balançar os corpos pros dois lados, lentamente. A Garota parecia completamente habituada a prática, e a fazia com surpreendente prazer. O Homem ainda chorava e a dança, no fim da rua, no pequeno terreno de chão de terra, se tornava cada vez mais escandalosa: Ambos davam pequenos saltos enquanto se encaravam de braços dados e, logo após, estariam dando voltas e variações dos movimentos. O Homem sorria e chorava.&lt;br /&gt;Ele enxergava os cabelos volumosos da garota saltar sobre seu rosto de sorriso meio aberto. Suas roupas acinzentadas também pulavam descobrindo trechos de pele morena e, por um momento, ela foi um pedaço de sua alma. Enquanto dançavam, ele não sentia que ela precisava ser sua, ele não a queria como um homem quer uma mulher, ele não queria nem que existisse o sexo naquele momento: Ele só precisava que, enquanto a música não acabasse, ele pudesse a guiar por uma dança qualquer. E viver aquilo. Sentir aquilo como nunca voltaria a sentir.&lt;br /&gt;E eu não preciso mais narrar nada: Enfim tomei forma e estava ali com os dois, no centro da dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite quando ele saía do trabalho, com o mesmo aspecto cansado de todos os dias. Por sentir-se tenso, achou uma garota que se doava nas ruas. Fez sexo com ela, dentro do carro, num beco escuro. Deu-lhe a quantia combinada e retomou o caminho. Metal negro governando as vias outra vez, brilhante e sórdido como se acostumara a estar.&lt;br /&gt;Olhou no espelho. Viu o mesmo homem de feições duras e frias. Eu tentei ver os olhos vermelhos. Não vi, mas não foi isso que eu escolhi.&lt;br /&gt;Retornei à minha onisciência impotente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 de 10. Uôu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Struggling to prevail"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;These Good People - The Gathering&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-6565868847126608247?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/6565868847126608247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=6565868847126608247' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/6565868847126608247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/6565868847126608247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/12/these-good-people.html' title='These Good People'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-167248163366910460</id><published>2008-10-13T01:35:00.000-07:00</published><updated>2008-12-12T23:43:33.700-08:00</updated><title type='text'>Golden grounds, ou Os Amores de Cassandra</title><content type='html'>Despontam os fios de cabelo negro até a margem da cama, uma blusa preta cobre o busto, um jeans e um salto nos pés. Completamente vestida, está deitada sob a luz do teto escuro, os olhos fechados e um cheiro acre de álcool que espalha pelo quarto.&lt;br /&gt;Quando deu a hora certa, ela se levantou para encontrar com o grande amor de sua vida - aquele que a tratava como dama e objeto, como causa e consequência, como tudo e nada. Deitaram-se na cama imunda, à beira da estrada, e transaram com a frieza daquele outubro de tempo estranho. Eles olharam para todos os lados, vestiram-se, saíram, almoçaram e fim - Ato consumado. A Dama largada ao vento, o cavalheiro pegou o ônibus.&lt;br /&gt;Era outra semana quando ela se encontrou com um rapaz tímido. Olhos que se encontram, doces, calmos, serenos. Beijos. Dias incríveis, e ela tinha certeza que a música que ele cantou à ela, olhando-a nos olhos, estaria em si pra sempre, independente do que fosse acontecer a partir daquele momento.&lt;br /&gt;Esses dias ela olhou umas fotos antigas, de um antigo rapaz, de um momento antigo de sua vida. Era àquele homem ao qual ela devia tudo que era: Ela nem sabe o que aprendeu, mas aprendeu tudo com ele. Ela sabia o quão este homem amava, agora, um outro. Era tudo tão turvo. Não se sentia capaz de atingir toda a plenitude, se não com ele.&lt;br /&gt;Sob outras circunstâncias, Cassandra amava ainda outros homens. O Homem que ela ensinava, o homem com o qual ela aprendia, o homem que a penetrava, o homem que ela dominava, o homem que a merecia.&lt;br /&gt;Foi ontem que ela se deitou comigo, e me contou sua história. Nós transamos como um só: Um ato íntimo e tão solitário... Eu sabia que ela me amava, a sua forma, e eu a minha. Quando a fronte dela encarou-me com um copo na mão, eu sabia que conversaríamos por horas. Ela sentou na cama de alvenaria, ajeitou os cabelos para trás, destilou com copo e alma seu ar leviano. Agora eu deixarei que ela vos fale:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(...) São como sonhos: Eles não são unitários. Eu preciso de gamas de sensações para viver. Não só o carinho que eu tenho agora, mas as todas as músicas que ressoam na minha mente, de desde muito tempo. Eu preciso delas. O homem que me ensina, o homem que me abraça, o homem que me entende. Se eu esqueço, eles voltam (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos todos parte de tantos outros, mas o que eu queria sentir eu já senti, e não vou sentir mais. Eu me tornei dependente da segurança descuidada, do sorriso largo e da voz forte: do que me ensina e me ensinou, e depois caminhou pra outros lados. Talvez seja algo como missão.&lt;br /&gt;Levantei me sentindo fria, completamente vestida. Encontrei o outro no lugar combinado e fomos até onde deveríamos ir. Transamos, na falta do que mais. Dormimos e levantamos e conversamos e comemos e fomos. Ele pra lá, e eu pra casa.&lt;br /&gt;Larguei as coisas por aí por cima e fiquei assistindo àquela cena pela fresta da porta do quarto: Garoto e garota sentados juntos no sofá da sala. Ambos sorridentes, cúmplices, decidindo a melhor forma de ajudar nos custos da arquidiocese. Não havia outra forma de reagir ao sorriso no rosto dos dois, se não chorar. Não há forma de transmitir toda a ingenuidade que provinha daqueles olhares entre os dois, da união entre duas pessoas que eu guardaria num aquário, para que não saíssem por aquele portão e encarassem o que há por de trás da cortina. Voltei à sala, cumprimentei os dois novamente, agora abraçando muito forte cada um, e quase pedindo para que nunca mais saíssem por aquele portão...&lt;br /&gt;Chorei, deitada na cama, por mais tantas horas, não sei quantas. Era a dor de ter tudo, e não ter nada, à frente dos que não têm nada, e têm tudo.&lt;br /&gt;Ouvindo música, eu adormeci quando ouvi a voz dizer algo como "golden grounds, so absorving..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a música diz o que eu sinto, quando diz que o sol ferve a minha pele: minha cabeça está encostada no vidro da janela do ônibus sacolejante, enquanto a música que a garota me passou toca lenta e pulsando longe de tudo mais aqui.&lt;br /&gt;Foi tudo tão intenso. Transei, aprendi, recitei, cantei, lambi, dormi, observei, possuí, acariciei, sorri, pensei, acordei, resolvi, agitei, fingi, toquei e me despedi.&lt;br /&gt;Debaixo das rodas de um automóvel logo à frente, estava um homem jovem e robusto caído, ensanguentado, morto, na encruzilhada entre caminhos. Não dei atenção, tinham muitos sentimentos em mim, e haveria de ter alguns a ele, por parte de seus parentes.&lt;br /&gt;Cheguei em casa. Esposa. Livros. Vida: desassossego outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agitada e pensando nos dois homens da noite anterior (Mas com a certeza de ter sonhado com mais algum... vestido de médico, talvez. O Sonho era confuso), Cassandra acordou agitada, com alguma música ressonante na sua cabeça, que a acompanharia pro resto do dia.&lt;br /&gt;E quantas músicas permanceriam nela para sempre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--- FIM DO TEXTO ----- [A gente tem que avisar quando ele acaba, porque sempre vários parágrafos e eu posso falar aqui e as pessoas pensarem que ainda é parte do texto. Enfim]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º texto. de 10.&lt;br /&gt;Meu deus, eu acho que eu vou REALMENTE terminar isso um dia. E olha que faz [ou fazem] 2 meses do último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Golden grounds, so absorving... when the heat of the sun boils the skin..."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Golden grounds - The Gathering&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-167248163366910460?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/167248163366910460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=167248163366910460' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/167248163366910460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/167248163366910460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/10/golden-grounds-ou-os-amores-de.html' title='Golden grounds, ou Os Amores de Cassandra'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-4471909672067703920</id><published>2008-07-30T22:39:00.000-07:00</published><updated>2008-07-31T18:15:27.193-07:00</updated><title type='text'>A Life All Mine</title><content type='html'>Meus olhos estão encarando a planta logo a frente, mas você poderia ver na minha expressão o quão desfocados estão. Não sei bem a que tipo de sentimento pertence essa vontade de submergir nos lençóis da cama. Não por tristeza, não por cansaço, mas por uma pulsante sensação de abandono. Não foi uma garota bonita, não foram meus pais, tampouco perdi um grande amigo pra morte.&lt;br /&gt;É como chegar ao fim de uma longa jornada. Hoje acordei radiante a frente de um dia promissor: todos os cortes no tecido do meu corpo estavam alinhados, rentes a meu sorriso muito branco. E tudo o que poderia ter sido, realmente foi: todos os cumprimentos por uma glória surreal a meu tempo. Era um dos meus possíveis extremos, e eu atingi o sucesso.&lt;br /&gt;Eu não diria mais nada, a não ser que vim parar nessa cama por um súbito impulso de alagar o travesseiro com todo meu cansaço. Sem tomar um banho, sem comer algo, tombei no colchão coberto por tecidos frios e macios. Cada parte do meu corpo implorava por não sair dali.&lt;br /&gt;Muitas luzes fraquinhas piscavam por entre a janela, iluminando a intervalos curtos e irregulares o quarto azulado, enquanto eu simplesmente não pensava. E agora estou aqui, anotando mentalmente tudo o que eu lhe diria, caso aqui estivesse. Não que eu saiba quem é você - nunca foi essa a minha pretensão - mas, com certeza, você notaria que meus olhos desfocados vêem muito mais que a planta.&lt;br /&gt;Mantive ali, intacta, em um ambiente que, pelo menos pra mim, é tão aconchegante. Por vezes, esqueci de dar a ela a devida atenção, o que fazia de suas raízes fracas, como eu observei antes de ontem. Mas certamente você encantaria-se em ver como são bonitas as folhas: Um verde lívido nas pontas, mesclado com um tom meio azulado no centro. Engraçado que eu sempre gostei de cultivar coisas, mas plantas nunca foram o meu forte. Observar um vaso ornamental com vegetais vivos soa estranho pra mim, agora. Não é possível que, em algum momento da minha vida, eu quisesse mesmo ter uma plantinha simpática dentro do meu quarto. Isso não pertence ao meu mundo, se é que me entende. Você sabe como é... sei que não estou explicando muito bem, mas duvido que você não entenda. É como respirar dentro da água.&lt;br /&gt;Sinto a falta dos seus braços, por assim dizer. Não que um dia tivessem me abraçado, mas eu gostava de os ver, sempre na expectativa de que pudessem me envolver. Soa estúpido, eu sei, mas não posso deixar de comentar que eu gostava de sentir essa dúvida, de esperar essa evolução dos seus sorrisos.&lt;br /&gt;Enfim, espero que você nunca ouça tudo isso, mas eu não deveria estar aqui nessa cama, escutando apenas o zumbido do meu ouvido, por não haver barulho nenhum em casa. Não era o que nós esperávamos, não é? Certamente você teria me dado uns tapinhas, me encorajado a por um casaco bonito e sair pra uma festa.&lt;br /&gt;Agora eu vou comer algo, realmente a fome está apertada. Eu não sei o que será depois, e duvido que você soubesse também. Não tenho nenhuma vontade de sair dessa cama: É gostoso não saber o que sentir. Conclusivamente, estou levantando, com as roupas desabotoadas, pra ir até a cozinha, e afastando você do meu pensamento. Afastando pra você não ouvir a conclusão de tudo, aquela que você saberia, se comigo estivesse, mas preferiria desacreditar: De que tudo que poderia ter sido, na verdade, não foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 de 10. Um número bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No words are spoken&lt;br /&gt;But the world is broken"&lt;br /&gt;A Life All Mine - The Gathering&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-4471909672067703920?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/4471909672067703920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=4471909672067703920' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/4471909672067703920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/4471909672067703920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/07/life-all-mine.html' title='A Life All Mine'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-5266210943245362700</id><published>2008-06-11T15:35:00.000-07:00</published><updated>2008-12-14T11:54:47.103-08:00</updated><title type='text'>Souvenirs</title><content type='html'>Essa é a maior das explosões. Ensurdecedora e difícil de ouvir.&lt;br /&gt;Era uma longa estante em vidro cuidadosamente polido, mas a transparência era pouca - O vidro era pardo, quase escuro. Sobre ela, enfileirados estavam centenas de pequenos objetos de cristal, de aço, de plástico... Objetos simbólicos, pequenas esculturas, formas retorcidas representando - ou não - pedaços de realidade.&lt;br /&gt;O homem se aproximava da estante com muito cuidado, era perigoso quebrar um dos objetos ou até mesmo a estante. Os objetos estavam a mostra para qualquer um que fosse mais atento, mas se você reparar bem, ninguém dá atenção a objetos decorativos sobre uma mesa. Apenas os mais observadores vão ter a audácia de desdobrar os significados, e apenas os mais íntimos entrarão em contato com eles. E mesmo assim, geralmente os donos de peças assim tão frágeis (E qual de nós não temos peças frágeis espalhadas por dentro de casa?) ainda terão certos receios em te deixar senti-los assim, mais de perto.&lt;br /&gt;Este homem possuía lá no fundo insólito de um quartinho seus adorados e quase que idolatrados objetos. E todos os dias passava a admirá-los, poli-los. Ao lado, estava uma escrivaninha coberta de objetos incrivelmente desorganizados. Zelo e descuido convivendo entre distâncias minúsculas. Um retrato dos pensamentos, e dos pensamentos que estão dentro dos pensamentos daquele homem.&lt;br /&gt;Ele reservava aquele momento especial todos os dias - e a todos os dias passava a contemplar suas conquistas decorativas: Miniaturas da torre Eiffel, peixes de cristal vindos da Ásia, castanholas douradas, pousadas suavemente sobre uma réplica minúscula de cortina de toureiro. A Cada um dos objetos reservava um tempo especial, fazendo com que sempre passasse mais horas nesse ritual do que o previsto. Na verdade, eram muitas, incontáveis as horas. Era uma jornada.&lt;br /&gt;Debruçado sobre a escrivaninha e acariciando um pequeno elefante indiano, sua mente ponderava sobre a sua vida: Era mediano viver, nem fácil, nem difícil. Sobre esses pensamentos, vinham outros que o culpavam pelos seus crimes, tornando sua existência, naquele momento, um pouco mais miserável. Sua condição instável o levava a mais idéias sinérgicas e recorrentes de estupidez, e sobre as verdades em que ele acreditava, vinham as verdades que eram reais. É impressionante este mecanismo da mente de acreditar em mentiras que contamos.&lt;br /&gt;Observando a aridez da ferrugem da lembrança de Alcatraz, ele tenta se reanimar entre conceitos - que mais pro fundo da mente soam falsos - de sentidos para vida. Cuidando do presente ele mantém uma estabilidade, mas pensa que chegando no futuro, vai detestar saber que perdeu tempo com estabilidade. Ao mesmo tempo, a voz lá no fundo, aquele instinto de sobrevivência, o fala que ele deve manter sim o aparente equilíbrio. É importante pra sua vida não romper com nada, mas ele pensa até onde é importante viver sem explodir. Entre conceitos e mais conceitos, ele sempre vai estar preso a idéia geral de que o presente não vale a pena no futuro, e que o passado vai surgir sempre como um câncer na área do cérebro correspondente ao arrependimento.&lt;br /&gt;Ri ao ver suas bolinhas tailandesas originais, ao mesmo tempo em que percebe o que é rir: É um estado histérico de analgesia. E percebe que muitas pessoas, com certeza, não acham isso, o que o prende naquele maldito conceito - que ele detesta - de que opiniões são variáveis, muito embora ele adore se prender no conceito de que certos padrões são fixos. E que não importa por quais caminhos cerebrais ou teorias malucas ele resolvesse seguir, ele sempre vai rodar e rodar até chegar ao ponto de que sempre soube e não quer acreditar: De que toda essa droga é extremamente complexa, volúvel e incompleta.&lt;br /&gt;E toda essa droga o mata a cada dia. Preso nos quartos e preso em analisar seus objetos, ele vê na vida uma chance de fazer algo a mais por tudo, menos a ele. Vê sua vivência como uma experiência de egoísmo contraditório, ou seja, tudo que faz pra se salvar acaba salvando os outros, que por vez não se salvam porque estão tentando salvar a si próprios, ocupados de mais pra olhar pro lado. No fim, tá todo mundo na mesma merda, afogando em egoísmo e cegueira, pedindo por redenção e ignorando fazer uma escadinha de cheerleaders pra subir até lá em cima. Se bem que a gente sempre pode pensar que a escadinha só salva quem tá lá em cima e... é melhor parar de pensar.&lt;br /&gt;Mais uma vez ele tranca a porta e deixa tudo pro lado de dentro do quartinho: Só leva pra fora papéis (Pensando com as vozes de fundo o que são os papéis) e objetos comuns. Deixou ali os objetos e suas análises, seus orgulhos e conquistas, toda a noção de seu ser, de seu estar e do caralho a 4.&lt;br /&gt;Sai de casa, trabalha, volta, come e dorme. Eu não precisaria contar-lhes mais nada sobre todo o resto do processo do que essas 5 palavras: Sai, trabalha, volta, come e dorme. O que acontece de interessante ficou lá no quartinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô tão feliz de completar o 2º texto da minha série de dez, e estou muito feliz com o resultado.&lt;br /&gt;Se não tem nada de útil que eu possa fazer por mim [Ou que eu esteja disposto], que pelo menos eu contribua refletindo um pouco, ou melhor, com o meu ego, achando que eu escrevo bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"You Started The Beginning of the end..."&lt;br /&gt;Souvenirs - The Gathering&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-5266210943245362700?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/5266210943245362700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=5266210943245362700' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/5266210943245362700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/5266210943245362700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/06/souvenirs.html' title='Souvenirs'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-1449173304722887632</id><published>2008-05-25T23:09:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T23:15:41.928-07:00</updated><title type='text'>17 Implosões</title><content type='html'>Eu não sei onde estava. O prédio era alto e tinha poucas janelas, parei ali sem saber porque.&lt;br /&gt;Eu estava preso, amordaçado num lugar desconhecido; eu estava nu, meu corpo cheirava ao recente sangue escorrido da minha pele. A Situação beirava o fúnebre, tudo soava cinematográfico: A situação era hipotética demais pra ser real.&lt;br /&gt;O prédio de muitos andares - e sem elevador - pedia pra ser escalado, desvendado, mas eu tinha medo: As feridas sangravam quando eu não queria mais, e a cabeça girava em losangos de decepção. Onde eu estava?&lt;br /&gt;Comecei a subir e desvendar o mágico. Lembra quando vemos filmes de terror? Lembra da trilha sonora? Aquilo era o que tocava ali, dentro dos meus ouvidos. Ao mesmo tempo, deslumbres inteiramente mágicos se passavam: Eu estava caminhando pro topo, eu estava fora do solo. Minha cabeça se punha completamente superior ao resto do mundo, e o sangue que escorria não me fazia sentir o peso disso.&lt;br /&gt;Eu quero que você sinta o que eu senti. Eu quero que você imagine o máximo que possa: Imagine as paredes cinzentas, imagine eu escondido dentro do prédio desconhecido. Imagine estar dentro do inigualável: Embriagado, ensanguentado, duro. Buscando ao mesmo tempo a saída e a superioridade. Imagine sublimar de onde você está exatamente agora, e aparecer neste edifício. Em uma situação estranha e caótica, você sobe degraus longos que não sabe onde vão te levar. Sinta aquela sensação estranha de não pertencer a própria vida: As coisas não parecem ter sentido. Não é narcótico, não é alcoólico, não é insano: É simplesmente seu.&lt;br /&gt;A jornada se mostrou ainda mais inexplicável. Cada andar revelava uma complicação, ou um gesto, ou um olhar: Haviam pessoas ali. Tudo denunciava que era um pesadelo, mas eu preferia acreditar que fazia parte do rotineiro. Afinal, eu estava em condições desforáveis subindo um prédio, e não poderia haver nada de tão perturbador nisso.&lt;br /&gt;Eu precisava sair dali, não havia mais ar. A interessante e assustadora jornada precisava ter seu fim, ou eu não sei o que poderia ter acontecido. Eu queria muito saber o que poderia ter sido se eu fosse até o ultimo andar.&lt;br /&gt;Eu comecei a implodir o prédio. A cada tropeçar nos degraus, conforme eu descia rápido, um pedaço de concreto se atirava nas paredes. A cada tropeço, sangue escorria dos meus pés. Não tinha sentido, mas eu não chorava. Losangos atormentavam minha mente, eu não entendo o que os losangos são.&lt;br /&gt;O prédio explodia rápido, eram coisas que vinham de dentro dele. Eu não sabia se vinham de cima ou de baixo. Resolvi correr pra cima, em direção ao último degrau. Explosões consecutivas tremiam o prédio e quase me derrubavam.&lt;br /&gt;Eu não cheguei no último andar, ao ar livre, mas vi uma janela, e saltei em direção ao nada, no chão: Esperando um fim rápido. Algo me segurou - Eu não sei bem o que foi - E eu estou aqui pra contar tudo isso.&lt;br /&gt;Certas experiências não podem ser explicadas, e eu não consigo assimilar a falta de racionalidade de tudo isso - Enfim, o abstrato fez-se concreto pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendeu alguma coisa? Eu também não.&lt;br /&gt;Apenas sinta, como eu senti.&lt;br /&gt;E corrigindo: Esse foi meu texto mais pessoal, e não o último.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-1449173304722887632?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/1449173304722887632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=1449173304722887632' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/1449173304722887632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/1449173304722887632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/05/17-imploses.html' title='17 Implosões'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-8274943951396136917</id><published>2008-05-04T23:42:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T15:29:25.808-07:00</updated><title type='text'>The Shape of Things to Come...?</title><content type='html'>I - Telescópio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, eu andava livre em pensamentos por uma avenida incomum aos meus caminhos diários. Como era de costume, o vento morno varria de mim qualquer possibilidade de angustia, e a apatia se misturava a um interesse pelas pessoas que passavam pela rua. Tudo perfeitamente comum.&lt;br /&gt;Em passos largos, a distância entre eu e um pequeno estabelecimento abandonado diminuía. Um casebre de formas interessantes, janelas de vidros bonitos, mas um pouco comum em meio àquela pasiagem. Mas não consegui entender o que fixava meus olhos naquela construção: Algo imenso e repentino crescia em mim, e eu desejava cada vez mais entrar por aquela porta de vidros riscados. Eu queria estar ali dentro, e dali observar as avenidas. Sentar, fumar um cigarro, ler um livro, se reunir com os amigos. Viver, enfim, ligado àquele lugar. Sentir que ele me pertencia.&lt;br /&gt;E por mais estranho que fosse a mim (e imagino quão estranho isso pudesse soar aos outros), era quase incontrolável. Por um segundo, me vi mais feliz se possuísse aquele imóvel, e tudo soava muito incomum. A caminhada prosseguiu até um ápice. Eu estava frente a frente a aquele, que pra mim, era um monumento - uma idealização. Porém, o mais próximo que cheguei não era o suficiente - Eu estava do outro lado de uma larga avenida. A pequena casa estava separada de mim por carros tresolucados em direções inúteis, e com isso, um perigo inevitável. Havia naquele trecho também uma dificuldade enorme de travessia, e uma óbvia distância física. Naquele momento, era impossível que eu chegasse ao meu tão sonhado objeto.&lt;br /&gt;Então acendi um cigarro, sentei na guia da calçada e me dispus a ficar ali, observando o telhado, as janelas, a entrada, os pisos lisos e escorregadios... Quase que num flerte indecente, insano, eu observava a construção com olhar pétreo, de frieza falsa, que escondia um furor enorme, ansioso pra se libertar. Todo o desejo e todo o apego saltava pelos meus olhos, mas como é óbvio a algo que estava tão distante, e que era tão inato a vida, eu não sabia se estava recebendo algo em troca ou não.&lt;br /&gt;A cada intervalo de alguns minutos, eu botava os pés no chão e sentia o aspecto áspero do concreto, e achava graça de tudo aquilo. A obsessão instantânea por um objeto me parecia uma projeção de loucura incurável. Mas a noite estava agradável, a casa continuava linda, nada me esperava em prazo considerável... Viver aquela maluquice estava prazeroso. Demais para que eu levantasse e fosse embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - Fogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto minha cabeça estava abaixada, e eu ria de mim mesmo, num misto de alegria e auto-depreciação, um homem alto apareceu, ele tinha uma chave em mãos: Entrou na casa. Primeiramente, senti-me muito curioso em saber o que aquele homem fazia ali, mas quase que em seguida um sentimento ruim tomou conta: Por que era ele quem estava entrando na casa?Ele permaneceu lá muitos minutos, mais minutos do que eu podia suportar. Pelo que eu entendi, o imóvel sempre fora dele, tamanha a intimidade que ele tinha ao observar tudo lá dentro, verificando iluminações, checando vidros, e fazendo tantas coisas mais que eu não conseguia observar somente através das janelas.&lt;br /&gt;O Estabelecimento tinha um dono. E o dono não parecia nem um pouco disposto a ceder o imóvel: Era claro pra mim que a paixão que ele nutria era tão grande quanto a minha, mas muito mais concretizada. Ele podia ali permanecer, dali observar o rio, reclinar as costas na parede fria. Ele podia até morrer dentro da casa. Os dois gozavam de perfeita cumplicidade: O dono cuidava da casa abandonada com destreza, enquanto a casa proporcionava ao dono um ambiente, mesmo que cheio de falhas e desvios de conservação, completamente aconhechegante.&lt;br /&gt;O meu peito doía, e a dor era física. Algo queimava, todo aquele desejo, todo aquele furor se transformou em algo diferente: igualmente potente, mas, num sentido completamente diferente do anterior, incrivelmente destrutivo. Eu me sentia mal, parecia que a minha pele estava mais colada na carne, de forma a me sufocar, e aquilo que vinha de dentro a me queimar por completo. Minha existência estava comprimida entre as duas forças que se uniam.&lt;br /&gt;As cenas áridas e tórridas do homem dentro da casa, mesmo que a distância, me corroiam mais rápido do que os carros que voavam pela pista.&lt;br /&gt;Ele entrou, e eu não entrei. Ele violou aquela porta, e eu vi tudo aquilo.&lt;br /&gt;Saí correndo, e a distância entre eu e meu objeto foi diminuindo. Ia diminuindo, e eu queria voltar: Não havia problemas se eu nunca estivesse lá dentro, mas eu queria poder observar o telhado sorrindo pra mim: Era esse o formato que a conjuntura da parede frontal com as telhas formavam aos meus olhos. Tudo queimava, e eu fui pra tão longe que me perdi... Fui até o fim da avenida, onde não havia iluminação e eu não conseguia ver mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse dia, quando eu passava por esta avenida, me sentia completamente louco.&lt;br /&gt;E embora meu lado insano, passional, completamente sem senso, me pedisse pra passar ali em frente...&lt;br /&gt;Eu tentava sempre ir pela rua de trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi uma das coisas mais doloridas que eu já escrevi - doeu menos do que eu imaginava, mas mais do que deveria.&lt;br /&gt;Mas constantemente dói, por qualquer motivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;to overcome this...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;I become one with the quiet cold of late november.&lt;br /&gt;If you don't see, I'll remain unseen, Until there's time to be remembered."&lt;br /&gt;In The White - Katatonia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-8274943951396136917?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/8274943951396136917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=8274943951396136917' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/8274943951396136917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/8274943951396136917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/05/shape-of-things-to-come.html' title='The Shape of Things to Come...?'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-4168034548025537849</id><published>2008-03-15T00:08:00.000-07:00</published><updated>2008-03-15T18:46:48.773-07:00</updated><title type='text'>Buscas...</title><content type='html'>Seu olhar sublimava qualquer resquício de dureza que pudesse ter na gente...&lt;br /&gt;Os verdes olhos tímidos sempre ocultavam todos os sentimentos do mundo, todas as falas contidas. Os Sorrisos não vinham dos lábios finos, mas sim de uma cordialidade quase que espantosa naquela pequena imensidão verde-água.&lt;br /&gt;Os cabelos quase claros molduravam um rosto de traços simples, descomplicados, bem como era. Passos descompassados sempre os desajeitavam, ocultando trechos de expressões que marcavam qualquer que um que as olhasse. Mas era raro que alguém parasse para olhá-las.&lt;br /&gt;Dentro de toda aquela solidão de corpo Tênue, daqueles movimentos leves como a fumaça que divaga por aí, estava todo a simplicidade de ser. Uma simplicidade que ela mesmo não acreditava ter, mas da qual era exemplo latente.&lt;br /&gt;Mas enquanto sentava nos bancos, fulminava com olhar curioso tudo a sua volta, questionando e fazendo questionar: Quem era aquela garota?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Traços duros de Manoela nunca se moviam diante da dúvida. Sua mente seca, árida de esperança, sempre olhava para a garota com a eterna dúvida de o que pensar ou o que sentir.&lt;br /&gt;Em pé ela passaria alguns anos, próxima aos bancos. O que ela sentiu, o que ela pensou e deixou de fazer eram coisas que estariam marcadas pra sempre na sua fuzelagem.&lt;br /&gt;O Brilho do vidro era um tanto quanto angular e subjetivo. Quanto mais ela procurava, mais via o outro lado. Mais ela via mais. Do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso ae é só algo que me veio na cabeça nuns 5 minutos de ócio.&lt;br /&gt;Nem dêem muita atenção não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Just like a war-time novelty"&lt;br /&gt;One - Metallica&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-4168034548025537849?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/4168034548025537849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=4168034548025537849' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/4168034548025537849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/4168034548025537849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/03/buscas.html' title='Buscas...'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-823859005250525423</id><published>2008-02-22T22:44:00.000-08:00</published><updated>2008-02-22T22:56:21.392-08:00</updated><title type='text'>Even The Spirits Are Afraid</title><content type='html'>Alheia a tudo e a todos, estavam suas costas nuas repousadas sobre a almofada, e seus olhos liam um livro velho pela quinta vez. Os longos cabelos vermelhos tingiam a pele branca, e a cama, e tudo mais por ali.&lt;br /&gt;Era incrível a capacidade que ela tinha de se manter ligada a tudo em sua volta, mas ao mesmo tempo o fazia para fugir de todo o resto. Enquanto lia o livro, tinha enormes fones de ouvido ligados em música alta, e a mente em outra frequência. Tudo corria lento naquele quarto. Sua vida estava presa ali, e não estando ali, se prendia em todos os ambientes em que pudesse estar. Ela mesma sentia sua vida como sendo um eterno cômodo de quatro paredes frias, sem portas, sem janelas. Todas as mesmas pessoas estavam ali, em rotina cíclica. Todas as suas tarefas estavam ali, cruelmente previsíveis. A vida não lhe reservava surpresas, com acreditariam alguns poetas.&lt;br /&gt;Seus pensamentos corriam rápido como corria a música - e não poderia ser diferente. Ela comumente via em sua própria mente a solução para o ritmo arrastado da própria vida. Mas hoje era um dia diferente.&lt;br /&gt;Era hora de correr pra longe. Era naquele dia mesmo, no qual ela esqueceu de injetar sombras na própria mente. Ou melhor! Ela esqueceu de comprar uma nova caixa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento correu como uma fita, da janela até seu pescoço, e naquele momento ela sentiu que precisava de mais. Levantou-se da cama, manchando o carpete de vermelho com os fios que cairam. Vestiu um casaco, e saltou pela janela, rumo ao infinito, ou até a próxima esquina. Na rua, escura e fria, os sons comuns a uma noite nublada: Ruídos celestes, gatos miando, cães latindo e uma infinidade de emissões sutis de denúncias de que era uma noite para se correr. Pelo menos foi o que ela conseguiu sentir naquela hora.&lt;br /&gt;Parada, no meio do asfalto, ela enxergava alguns quarteirões a frente. Aquela era sua vida. Vizinhos, amigos, faculdade mais a frente, e o estágio a 15 minutos. Tudo num raio extremamente pequeno, se comparado a qualquer outra coisa. Uma redoma de vidro, o que a tornava espectadora do externo. Era hora de sair dali. Achar a parede. Afinal, como ela pensava, o universo, o cosmos mesmo, sem grandes metáforas, deveria ter um fim, algo como uma parede, afinal, nada poderia ser tão infinito assim. E por quê não achar a parede do seu universo?&lt;br /&gt;Ela queria delimitar o fim de tudo aquilo, e encontrar uma força qualquer que a levasse pra fora de... absolutamente tudo dali pra trás. Isso passava pela sua cabeça como o vento da rua: refrescando tudo, renovando tudo e levando tudo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pés dela começaram a se mover rumo a um poste. E logo ao outro poste. E ao próximo. E logo se moviam frenéticamente, em batidas secas e ritimadas, rumo ao último poste que pudesse enxergar. A sensação dormente da dor nas pernas era até prazerosa, pois a levava a uma aquarela de emoções incríveis e imprevisíveis. A marcha continuava rumo ao último poste, e ele  chegou bem mais rápido do que o previsto. O próximo caminho, já num outro país dentro daquele universo, continuava numa auto-estrada não-iluminada. Ali, o movimento não era tão pouco. Alguns velozes automóveis faziam linhas de cores no meio do escuro, linhas essas que cortavam a cabeça da garota com idéias agressivas de liberdade. Ela continuou sua marcha, agora um pouco mais lenta, rumo agora ao fim da estrada.&lt;br /&gt;Algumas horas se passaram e ela impressionantemente continuava a correr. Mas ela não sabia se estava mesmo correndo, ou andando, não sentia mais as próprias pernas.&lt;br /&gt;O sol queimava sua pele quando ela chegou em uma enorme ponte. Um vasto rio corria por debaixo dela. Enfim andava, e se sentia andar, calmamente, com o corpo e a alma anestesiados. Até que um pequeno telefone tocou em seu casaco, ela havia deixado-o ali.&lt;br /&gt;Seus parentes, desesperados com seu sumisso, em um surto de boa idéia, resolveram tentar ligar para seu celular. E por obra de sorte, ela havia o carregado, mesmo que sem querer. Tudo resolvido. Era hora de voltar, sua vida não era só sua.&lt;br /&gt;Mas ela se sentia um pouco livre daquele universo, mesmo sem ter quebrado alguma parede, ou sem ter visto alguma. O máximo que alcançou foi uma ponte, uma passagem. Seus limites eram seus: Suas pessoas, sua vida, seu marasmo, suas sombras. Tudo isso ela viu voar junto com o vento.&lt;br /&gt;Com um sutil sorriso no rosto, queimado por um sol intenso, ela começou o caminho de volta, agora realmente sentindo todas as dores de uma jornada insana rumo ao infinito, ou até a próxima esquina...&lt;br /&gt;A Parede continuou. Intacta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quase um mês, eis que surge algo novo. O primeiro texto de uma série de 10 que eu pretendo terminar, um dia. Simplesmente sobre pessoas, sem grandes enredos e bla bla.&lt;br /&gt;É legal falar de pessoas, sempre me interessa. O bom é que eu posso colocar num marionete só tudo que está na minha cabeça, e isso me faz bem.&lt;br /&gt;Eu pensei demais no final disso que escrevi. Eu não sei se quero ter esperanças, ou se sei que minha vida não vai mudar. E como eu usei de várias coisas e pessoas que estavam na minha cabeça quando escrevi isso, como fonte de... ahn.. "Inspiração", resolvi não decidir por nada e por ninguém.&lt;br /&gt;Eu acho que estou preso em algo que quero sair, mas não consigo. E por isso, ando me sentindo pra baixo, cansado [as vezes de tanto descansar]. Eu preciso de universos novos, vida nova, e, principalmente, pessoas novas.Enfim, é isso, sem mais delongas pras minhas choradas de pitangas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It Burns The Skin"&lt;br /&gt;Even The Spirits Are Afraid - The Gathering&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-823859005250525423?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/823859005250525423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=823859005250525423' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/823859005250525423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/823859005250525423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/02/even-spirits-are-afraid.html' title='Even The Spirits Are Afraid'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-943837650033989640</id><published>2008-01-25T13:43:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T13:53:57.894-08:00</updated><title type='text'>Explosions in the Sky</title><content type='html'>Brilho morto que explode em suas pupilas. É um dia de alegria!&lt;br /&gt;Bianca olha, pela janela, os fogos de artifício de uma comemoração qualquer. E pensa: "é um dia de alegria pra quem?"&lt;br /&gt;Ela vira a cabeça, da janela direto pra cama, como se ignorasse o que está pra fora da janela. O que importava pra ela estava ali, naquele ambiente. Ela mesma e tudo o que ela consome, mentalmente. O resto da casa era só um anexo essencial a sua existência.&lt;br /&gt;Mas estavam faltando seus cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos olhava distraído pra TV, estava mesmo olhando pra falha na pintura da parede.&lt;br /&gt;Sua extrema dificuldade em sociabilizar o havia tornado um homem desatento, perdido dentro de sua própria cabeça. Dentro daquela casa escura, ele arrastava suas noites insones, sempre sabendo que soferia no dia seguinte, ao acordar pra trabalhar.&lt;br /&gt;Naquele dia, em específico, ele estava com vontade de sair pra beber um pouco. Beber pra se abster.&lt;br /&gt;Mas decidiu que seria melhor comprar uma garrafa de algo com alto teor alcóolico em um hipermercado que funcionava 24 horas, pra beber em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lia recados antigos de um homem. O homem que amava.&lt;br /&gt;Ela assistia, passiva, aos recortes de um passado tão feliz.E assistia, passiva, há uma morte lenta e dolorosa de tudo isso. Pelo menos pra ela.&lt;br /&gt;Uma lacuna quase que invisível ia tomando lugar entre duas pessoas, e ela não via o motivo. Só queria que essa lacuna sumisse. Mas ela não parava de aumentar.&lt;br /&gt;Hoje era dia de acabar com tudo ou de voltar a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca encontrou Carlos na fila do Hipermercado, e se cumprimentaram como sempre, tão comum. Comentaram uma ou outra coisa sobre os orçamentos que seriam discutidos amanhã, no departamento deles.&lt;br /&gt;Carlos, ignorando o leve desprezo que tinha por Bianca, e levando mais em consideração sua vontade de conversar um pouco, com quem quer que fosse, a propôs beberem algo juntos, num bar próximo. Seria até útil, ele poderia adiantar a ela algumas das coisas que seriam colcoadas em pauta na reunião de amanhã, e saber o que vinha do lado dela também.&lt;br /&gt;Não durou uns 40 minutos, eles não tinham muito o que dizer. Ao sair do bar, viram uma mulher sentada na calçada de uma casa. Ela parecia bêbada, ou com problemas. Logo, ao passar perto, Bianca perguntou se ela precisava de algo.&lt;br /&gt;A mulher, aparentemente perturbada, levantou e agradeceu ríspida, e começou a andar.&lt;br /&gt;Uns barulhos de fogos de artifício começaram a soar, e os três tomaram um pequeno susto, e passaram a olhar. Os fogos eram coloridos. Coincidentemente, nenhum dos três sabia, ou lembrava, qual era a maldita comemoração próxima que já havia estourado tantos fogos durante o dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bianca, logo após despedir-se de Carlos e ver a moça que parecia abalada sumir na virada da esquina, passou na frente do ponto de onde viam os fogos. Em uma grande casa, uma família comemorava algo há muito tempo, quase que o dia todo. Muita gente num jardim enorme, umas crianças correndo e uns adultos falando alto, provável que bêbados. Ela só pensou que os odiava por aqueles fogos barulhentos.Voltou pra casa, fumou um pouco dentro do quarto e dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos chegou em casa e jogou a bebida em cima da mesa. Já tinha bebido hoje e estava enjoado do cheiro de álcool. Ele pegou o convite da comemoração de bodas de ouro da tia avó pra limpar o que escorreu da garrafa.&lt;br /&gt;Pensava ele, não tinha perdido nada ao não ir na festa. Gente, gente, e nada pra fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher, ao voltar da casa do namorado, não conseguia interromper um choro silencioso e uma decepção enorme.&lt;br /&gt;Ela continuava impotente diante da ruína de seu relacionamento. A distância só crescia, como ela pode constatar, mais uma vez, hoje. Gestos distantes e sorrisos que não atinjem aos olhos.&lt;br /&gt;O maior contato que teve com ele foi ajudá-lo a fazer um curativo no polegar, resultado de uma queimadura que ele fez ao brincar com os primos mais novos, em uma festa. Que ela deveria ter ido, mas que provável, teria sido uma sequência de frustrações.&lt;br /&gt;Sem muitas conversas, ela foi embora logo, com a desculpa de que precisava acordar muito cedo no dia seguinte. Mas só foi porque não aguentava a tortura que era passar horas ao lado daquele homem, que ela ainda amava, sem ter o que dizer, nem o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os céus explodiram! Mas nada mudou após aquela noite...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caralho, Quanta coisa esquisita e sem sentido junta!&lt;br /&gt;O que uma cabeça frustrada e desocupada não faz, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dragged through a storm of misery&lt;br /&gt;Through you grew my sense&lt;br /&gt;to witness life through another lens"&lt;br /&gt;Frail Expectations - Trail Of Tears&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-943837650033989640?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/943837650033989640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=943837650033989640' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/943837650033989640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/943837650033989640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/01/explosions-in-sky.html' title='Explosions in the Sky'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-4517959675355610038</id><published>2008-01-17T16:35:00.000-08:00</published><updated>2008-01-17T16:50:00.780-08:00</updated><title type='text'>Higher Than Hope</title><content type='html'>Acordou assustado, teve um sonho estranho.&lt;br /&gt;Hoje era dia de um exame no laboratório, exame de rotina, pra verificar o progresso de um tratamento relativamente simples. Mesmo assim, ele não gostava. Médicos, exames, essa parafernalha toda soava a ele extremamente desgradável e fúnebre.&lt;br /&gt;Vamos lá: Laboratório. Espera, espera, secretárias falsas, médicos alheios a tudo, exame. Imagens. Nódulo. O médico, em um feliz acidente, detectou um pequeno nódulo numa área próxima de onde estava sendo feito o exame. Examinou bastante com os olhos, que não pareciam contentes.&lt;br /&gt;O médico virou, com os olhos meio pesarosos (não dava pra saber se era só cena ou se era real), e afirmou que era enorme, quase que certa, a chance daquilo ser um tumor. Mas não dava pra saber se era benigno ou maligno. Ao receber a notícia, permaneceu imóvel e sem reação. Foi ouvindo as outras coisas que o médico disse - inclusive do risco a vida - totalmente calado e estável, como se tudo aquilo se tratasse de uma outra pessoa, muito distante dele. Ele saiu do consultório, mas sem coragem de olhar para o rosto da mãe, que o acompanhava. Seria ele olhar pra tomar dimensão da notícia, e era bom se enganar um pouco. O caminho pra casa foi silencioso e longo. A notícia percorreu pro pai, e as conversas, cheias de uma emoção que nem ele mesmo sentia, vieram. As mensagens de apoio, essas coisas. Ele não respondia, não chorava, nem sorria. Tudo parecia tão... mentiroso.&lt;br /&gt;No dia seguinte, foi feito o exame pra verificar a natureza do tumor. E sete dias de silêncio seguiram. Nem comentários, nem apoios, nada. Ele decidiu que ninguém iria saber, a não ser que o resultado fosse o pior, mesmo porque, não haveria como esconder.&lt;br /&gt;Ele nunca se sentiu tão frio. Já pensava na morte como um plano futuro - e traçava linhas de como chegar até ela, e de como seria.&lt;br /&gt;Um dia, resolveu ler um pouco sobre o assunto, e leu um livro que fala justamente desse tipo de doença. Ele já havia lido, mas o livro parecia todo diferente agora. Mesmo assim, ele não saiu muito de sua frieza. Resolveu que queria saber mais do assunto, e devorou páginas de internet. Mas uma delas fez com que ele, finalmente, caisse na sua realidade. Era uma página que contava histórias de mães que tiveram seus filhos como vítimas do câncer. E ele, que sempre teve medo da morte, notou que morrer era algo que o fazia muito mal, mas não era pelo fato de ele entrar no desconhecido completo, mas sim, de fazer pessoas que amavam-no sofrer. E ele começou a sofrer junto.&lt;br /&gt;Dormiu mal, acordou mal e passou o dia todo mal. Tinha algo que estava o bloqueando, algo latente, pronto pra explodir.&lt;br /&gt;No fim do dia, em uma dessas conversas extremamente comuns e banais, com a mãe, o assunto foi adentrando em caminhos mais perigosos: As pessoas, os sentimentos. E a coisa foi se agravando, e pesando, e se afastando definitvamente do banal...Por fim, terminou com um choro silencioso. E com uma grande conclusão: Ele precisava dizer a muitas pessoas o quanto elas importavam a ele. Ele nunca fazia isso, pra ninguém.&lt;br /&gt;Seu grande bloqueio não deixou que isso fosse totalmente pleno, mas ele conseguiu com algumas pessoas, principalmente com aquelas que pareciam mais distantes. Disse a uns amigos, a irmã, até a algumas pessoas que conhecia a distância. Pessoas que faziam a distância parecer a pior barreira entre duas pessoas.&lt;br /&gt;Dias passavam e aquilo não passava, era demais guardar tudo pra si mesmo.&lt;br /&gt;Resolveu contar, e, pra mais pessoas do que inicialmente tivera planejado. Quatro pessoas. Até agora, só seus pais sabiam, e aquele fardo e aquela incerteza eram duros demais pra carregar só com eles.&lt;br /&gt;Primeiro, uma amiga. Ela não quis levar a sério. Passou o dia todo evitando o assunto. E no fim do dia, terminou chorando baixo, enquanto esperava o ônibus pra ele ir embora. E, o abraçou, dizendo que tinha certeza que o problema não era sério. Ceretza que ele queria ter também.&lt;br /&gt;Segundo, um amigo. Um amigo de longa data, mas verdadeiramente frio. O amigo simplesmente disse "Você não quer me ver chorar, né?". Ver aquele cara que sempre foi uma pedra dizer isso com uma sinceridade tremulante na voz fez ele peceber que os sentimentos não verbalizados podem ser muito mais bonitos que qualquer outro.&lt;br /&gt;Terceiro, um grande amigo, que estava muito distante. E esse amigo disse que estaria disposto a transpor a distância, caso fosse a notícia, a pior. Estava a disposto a vê-lo, antes que talvez não pudesse mais.&lt;br /&gt;O quarto, um colega. Não era grande amigo e nem conversavam muito, mas a situação induziu ao assunto. E, de forma impressionante, esse colega foi o que mais o ajudou: contou piadas e o tratou como um igual. Aquilo fez com que ele tivesse uma certeza crescente de que o problema não era assim tão feio.&lt;br /&gt;E não era.&lt;br /&gt;Ele sentiu que tudo aquilo que as pessoas manifestaram diante da situação não era algo só bonito pra escrever. Era algo que poderia sim ter mudado seu destino, ou mudado sua vida.&lt;br /&gt;Ele não sabia o que, não entendia como e nem precisava. Mas tinha algo mais alto que a esperança, a espreita do desespero de todos nós.&lt;br /&gt;Agora, ele era um homem menos racional.&lt;br /&gt;E em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piegas não?&lt;br /&gt;Prazer, esse sou eu. Um piegas que se esconde atrás da cara de mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Time is took the most of me"&lt;br /&gt;Higher Than Hope - Nightwish&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-4517959675355610038?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/4517959675355610038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=4517959675355610038' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/4517959675355610038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/4517959675355610038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/01/higher-than-hope.html' title='Higher Than Hope'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-5689380181276761691</id><published>2008-01-09T17:35:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T13:56:28.229-08:00</updated><title type='text'>End of the Road</title><content type='html'>Pegou a moto. Saiu, sem destino, pela estrada, poucas horas antes da virada do ano.Os amigos viajaram e os que sobraram.. ele não estava a fim. Aliás, não estava querendo a companhia nem dos que viajaram, caso tivesse ficado. E a família.. sempre passa dormindo. Eram Kilômetros que iam até o nada. Ele não sabia quantos seriam...Era óbvio que não deu 5 minutos até ele pensar sobre o ano que passou. O momento era absolutamente propício: Solidão, Horas antes da virada de ano, dirigir sem destino. Tudo apontava pra isso.&lt;br /&gt;Concluiu que sua falta de destino refletia sua falta de direção. O ano que havia passado tinha sido tão desmotivado, sem objetivos e direções. Após andar muitos kilômetros, parou num bar de beira de estrada, cansado e com sono. Bebeu, ficou bêbado e até hoje não sabe ao certo como chegou em casa. Sentiu naqueles momentos a síntese da sua vida: Kilômetros e mais kilômetros sem destino que sempre o levavam a uma tolice qualquer. E que, uma hora, iriam levá-lo pra algum outro lugar, sem que ele mesmo soubesse como e porque. Ele precisava de alguém, que o tirasse desse círculo, antes que ele saísse dos eixos, e fosse pro final da linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, acaba do nada. Eu não sei pra onde eu vou, logo, o que eu escrevo também não tem muito a ver. Só sei que minha falta de foco ainda vai me levar pro inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem atrasado, feliz ano novo a todos! Apesar do pessimismo geral, meu ano virou muito bem e este texto deveria estar mais pra auto-ajuda do que pra pseudo-rimbaud. Mas não deu.&lt;br /&gt;Todo blog tem seus baixos momentos. Apresento-lhes o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"The memories beneath the dust of years"&lt;br /&gt;End Of The Road - Sentenced&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-5689380181276761691?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/5689380181276761691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=5689380181276761691' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/5689380181276761691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/5689380181276761691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2008/01/end-of-road.html' title='End of the Road'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-1146477054877488214</id><published>2007-12-26T22:10:00.000-08:00</published><updated>2008-12-11T20:14:01.466-08:00</updated><title type='text'>You know... Everything is Lazy???</title><content type='html'>Eu tirei esse texto do blog. Acreditem: Ele é realmente MUITO ruim.&lt;br /&gt;Ok, eu prometi que deixaria tudo aqui, até o que é ruim. Tudo não é muito bom aqui, principalmente esses de 2007, mas ele era realmente MUITO ruim. Acreditem em mim. Serião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-1146477054877488214?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/1146477054877488214/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=1146477054877488214' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/1146477054877488214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/1146477054877488214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2007/12/you-know-everything-is-lazy.html' title='You know... Everything is Lazy???'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-7214886874073469209</id><published>2007-12-24T16:44:00.000-08:00</published><updated>2007-12-24T19:12:05.629-08:00</updated><title type='text'>And so... This is Christmas</title><content type='html'>Ela não era bem uma otimista.&lt;br /&gt;Nunca achou o natal algo estimulante. Não tinha significado nenhum além de, quem sabe, ganhar aquele bem de consumo que ser quer tanto e não se tem dinheiro pra comprar.&lt;br /&gt;Na véspera, passou o dia todo no quarto, ouvindo seus discos antigos. Saiu pra almoçar, comeu comida requentada. Sua mãe não fez almoço porque estava atarefada demais com os preparativos da ceia. Almoço era só um detalhe dispensável na vida da mulher, aquela hora. Ela começou a pensar, de volta ao quarto, de como coisas importantes ficam dispensáveis por causa de datas. Coisas meramente do calendário.&lt;br /&gt;Chegou aquele momento crucial. Quando a noite começa a avançar e alguns foguetes a estourar. Sua aparente indeferença ao mundo, nessa hora, começa a parecer falsa. Ela começa a olhar especiais de natal na TV, e essas coisas. A Família vai chegando. O tio piadista, a tia fofoqueira, o primo que queria transar com ela desde os 13 anos e outros clichês tipicamente familiares.&lt;br /&gt;Seus olhos vão caindo, vão de pura indiferença ao sutil desespero. Ela estava sozinha, no quarto, na frente de um monte de discos e do computador. Ela entrou na internet pra ver se achava alguém pra conversar, passar o tempo. Nem que fosse um babaca qualquer. Tinha uma amiga lá. Era daquelas que sempre estava conectada, mas sempre ausente. Ela pensava se a menina não pensava em economia de energia, destruição de planeta, ou mesmo, na conta de luz. Mas não, não pensava, mesmo porque, ela sabia que ela mesma estava bem alheia a isso também. Se ela sentisse em prazer em manter o computador ligado o dia todo, nem se importaria com tudo isso, afinal, ela não paga a conta de luz. Essa amiga estava com uma daquelas frases de impacto em seu próprio ícone. Era algo sobre o fato de que a vida é simples de ser mudada, em um segundo.&lt;br /&gt;Ela sentou na cama, e pensou. Não é que era verdade?&lt;br /&gt;Vestiu uma roupa bonita. Preta, um tanto quanto obscura pro natal, mas vestiu. Passou seu perfume quase nunca usado. Apareceu na sala, e sorriu pra todo mundo. Até hoje ela não sabe de onde saiu aquele sorriso. Pegou vinho, sentou do lado de um primo. Daqueles calados, tímidos, que usam óculos. Ela teve que puxar papo, o silêncio estava insuportável. Começou com o tempo. E do tempo pro feriado, do feriado pro natal, do natal pra virada de ano, da virada de ano pras festas, das festas pros amigos. E ela viu naquele primo alguém. Mesmo porque, ela nunca tinha visto ninguém dentro daquela embalagem de perdedor.&lt;br /&gt;Ele bebeu, o que não era do feitio dele, e nunca tinha sido. Ficaram bêbados, não sem antes se empanturrarem de comida. Acordados até as 4, conversaram de tudo, mas não lembram nem da metade, até hoje. Se despediram, e ela tinha sentido que tinha criado um novo amigo. Talvez fosse espírito de natal, só. O que importa é que conhecer aquele rapaz melhor a fez bem. Ela viu que nada a deixava mais contente que conhecer, ou reconhecer, alguém. Deitada, na cama, bêbada, dormiu logo. Mas não sem antes concluir que o natal foi bom, e que, pela primeira vez na vida, se ela desejasse os famosos votos de natal, de paz, prosperidade, esperança e toda essa baboseira... Aquilo seria sincero. Ela queria que o mundo estivesse em paz. Porque algo banal a fez ficar em paz.&lt;br /&gt;Sacou, por fim, que o Natal existe. Nem que tenha sido criado, inventado. Mas existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o clichê de natal. Viva aos clichês, as banalidades, os pormenores, as babaquices e os detalhes por fim. Tornam a vida simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo mentira, estou com depressão natalina. Auto-estima no chão. Passa logo porque eu vou me empanturrar de comida agora, talvez ganhar um presente e depois sair pra beber. E de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal a todos! =]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Towards the light - I will move on - And so I learn - To move the one - Before the next - Steps I take - Will pave - The road - Ahead of me"&lt;br /&gt;Your Troubles are Over - The Gathering&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-7214886874073469209?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/7214886874073469209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=7214886874073469209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/7214886874073469209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/7214886874073469209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2007/12/and-so-this-is-christmas.html' title='And so... This is Christmas'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7733098516110741695.post-4233092687330979810</id><published>2007-12-20T18:46:00.000-08:00</published><updated>2007-12-21T09:33:50.029-08:00</updated><title type='text'>What about the love?</title><content type='html'>Ele conheceu a moça. Sim, a moça tinha as palavras certas pra ele. Ela se comportava como ele, rejeitava o que ele rejeitava e amava a vida da mesma forma: de uma forma pouco intensa, latente, porém tão instigante a ele. Primeiros dias, ela o arrastava noite a dentro, entre horas e mais horas de conversas. Cada dia uma coisa diferente a descobrir: O caráter, o tesão, os assuntos, por fim, os sentimentos. Era tão difícil assumir, mas ele não aguentava mais se sentir tão frágil. E dependente. Concluiu ele que o amor não era felicidade. Depois, concluiu ele que aquilo não era amor, e sim, uma paixão, com dia e hora pra acabar. Logo após, concluiu ele que não havia concluido nada, mesmo porque, quaisquer fossem as conclusões, nenhuma soava devidamente inteligente - ele não se sentia em suas plenas capacidades intelectuais.&lt;br /&gt;Tudo era um resquício de falta de atenção. Tudo parecia vítreo, mas escuro. Frágil e deturpado. Ele não era mais quem era. Sentia-se tão embasbacado e furioso com tudo. Resolveu que a busca sempre é mais bonita que o achado. E até menos sofrida, então aquilo parecia bastante assustador, já que ele não sabia se preferiria passar a vida toda buscando as coisas, ou se queria realmente achar. De toda forma, ele não concluiu nada a esse respeito. Só não fazia idéia de onde aquilo a levaria. E provável que nunca vá saber. Certas coisas não acabam, felizmente (!?). Adormecem, mas ficam latentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, amar é um estado de espírito inconsequente, burro e egoísta. E sim, as pessoas buscam estar entorpecidas por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de tudo, fim mesmo, nada disso faz algum sentido. Como eu =]&lt;br /&gt;Prometo não apagar isso quando começar a achar babaca. O que provável, seja amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Will you pass me on&lt;br /&gt;My pride"&lt;br /&gt;Home - The Gathering&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7733098516110741695-4233092687330979810?l=librerection.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://librerection.blogspot.com/feeds/4233092687330979810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7733098516110741695&amp;postID=4233092687330979810' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/4233092687330979810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7733098516110741695/posts/default/4233092687330979810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://librerection.blogspot.com/2007/12/what-about-love.html' title='What about the love?'/><author><name>Foolprider</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
